Quem fui, quem sou, quem serei...

De cor verde-esmeralda são os olhos de quem chora, de quem ri, de quem sonha. De quem espera pelo inesperado. De quem sabe que não há impossíveis, mas que acredita na impossibilidade do possível. Na cor verde-esmeralda, habita um presente cinzento e um futuro cintilante. Filha do vento e da brisa, inconstante. Filha da brisa e do vento…

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Nesta união de vozes, credos e cores aprendi a perdoar.
São muitos a quem o devo por esta vida fora…
O primeiro a receber este meu novo dom, foi aquele que me apresentou ao amor, aquele a quem hoje, tão longe em tempo e sentimento, dava de coração e alma, a minha amizade, o meu apoio.
Não necessitava de procuras para o fazer, bastaria apenas um sinal, um pequenino sinal, e meu coração tomado forma de amizade e apoio, voaria que nem ave de asas abertas por este espaço infinito, terminando sua jornada no inicio da caminhada.
Seria uma caminhada iniciada por caminhos estreitos e calcetados…
Apenas um sinal…
Beijo

Sinto no ar, odores de dor…
…odores que não meus
Sinto no ar, pedaços de infelicidade…
…pedaços de alguém.
Sinto, somente sinto.
A vida assim é, um rebuliço de sentires.
E sendo assim que sinto, esquecendo o que sinto, estender-te-ia as mãos naquele jogo infantil…
«Em qual está o presente?»
E ao tocares, fosse qual fosse a mão, receberias um punhado de amizade.
Amizade pura…


Beijo

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

Cinco anos passados e, aquele por quem chorei, por quem criei este meu cantinho, parte de novo naquela tão especial aventura.
Nostalgia, sinto…
Tranquilidade, sou…
Em tempos imaginei que esta sua ida me traria de novo maremotos de emoções.
Emoções, sim…
…maremotos, não.
Confesso-vos aqui, confesso-me a mim enquanto traço sentimentos calmos, que também gostaria de ir.

Não para voltar atrás no tempo nem para seus passos seguir, mas apenas para partilhar com quem me apresentou a estas Memórias e Gentes, actos e acções verdadeiramente Humanas.
Como gostaria de partir nesta tão grandiosa e bela Missão.
Gostaria…
“Mas nem sempre temos o que queremos”, nem o que gostamos.
Deixo-me então ficar a olhar à distância, tão à distância que nem o vento conseguirá fazer-lhe chegar palavras minhas dizendo…


Boa sorte!
Que os sorrisos que encontrares pelo caminho te encham de paz, e que essa paz te preencha o coração e alma, e que o teu coração e a tua alma preenchida e repleta te apresentem ao perdão e te façam sentir que realmente és importante.
Vai, partilha, vive, encanta-te e encanta.
Vai, encontra e descobre que se pode ser feliz duas vezes no mesmo local.
Vai, e não cometas a mesma aventura de regresso, e se tal acontecer, estarei aqui, à distância e em silêncio a rezar, a zelar por ti.
Um beijo

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

Lá atrás no tempo, ao som desta Paz chorei por ti.
Agora…
…rezei por ti.
Há muito que por aqui não poisava.
Há muito…
Pensava que o tinha fechado, riscado, eliminado.
Pensava…
…pensei, risquei, fechei…
…mas não eliminei.
Apenas poisei para perpetuar que não me arrependo de não ter não ter aceitado os encontros, meros encontros.
Conheci há pouco alguém que vive uma vida igual (ou parecida) com a vida que já vivia, com a vida que me preparava para aceitar. Conheci, e já assisti aos actos de loucura que o esconde-esconde produz na mente do ser mais fraco. É duro…
Ao fim de tantos anos, os milhões de pedacinhos do meu coração, ainda não estão todos colados. É duro, mas não me arrependo…
Nem me arrependo sequer, de no dia em que escrevi “preciso de um favor teu”, não ter escrito também a enorme saudade que lutava contra a sanidade.
Ganhou a sanidade, e a saudade, essa ficou e ficará para sempre.
Para sempre ficará também o sentimento.
Sentimento grande, que de tão grande que é, abriu as portas ao perdão.
Perdoei-te!
Sim perdoei-te, perdoei-te mas não esqueci…
Para sempre andarão de mãos dadas o amor que te tenho e a mágoa que sinto.
Perdoei-te.
Para sempre!

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

A última sms que enviei...

Há um velho ditado que diz:
“Enquanto há vida há esperança”.
No meu caso era mais assim:
Enquanto a mana estudar em Coimbra, tenho esperança de o ver.
Pois bem, terminou o estudo, e eu piso pela última vez o chão desta cidade. Enterro aqui em frente desta casa e desta rua onde já fui feliz toda a esperança de um dia rever o homem que me apresentou ao amor, o homem que ainda amo.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Uma noite mal dormida…
Uma ansiedade já há muito prometida…
Uma manhã que não chegava…
…chegou por fim.
Imprevistos, atrasos, e os ponteiros no alto da torre sineira no seu toc-toc compassado marcado os minutos e aumentado o nervoso e a ansiedade.
Por fim o momento tão aguardado…
…a chegada de três vozes, três vozes bem maiúsculas e redondinhas, três vozes que me encantaram, três vozes cantantes de emotivas histórias e sentidas aventuras.
Já ouvira antes os relatos relatados, já sentira antes os relatos contados, já os sabia, estava a revive-los demonstrando que tudo me era novo sem o ser.
Ao ouvir sorria, e em segredo chorava pensando…
“Senhores de outras paragens, meu amor já me contou o que me contam agora…”
“Senhores de actos nobres, enquanto os viviam meu amor mos contava…”
Um olhar penetrante fixara meus olhos verdes, eis que sou descoberta!
Terão lido meus pensamentos secretos e sentido minhas invisíveis lágrimas?
- Sim sei.
Ao som desta minha resposta tudo em volta tremeu enquanto mais um passado pensamento me envolveu.
“Sim sei. Veio sozinho o meu amor, veio numa louca aventura por desertos e povos distantes, à revelia veio sozinho o meu amor. Sim sei, veio ter comigo, e eu estraguei tudo.”
E o dia foi correndo ao som de melodiosas palavras descrevendo actos de homens bons, homens como poucos há…
E o dia foi correndo, levando-me para longe, negando propostas sem poder explicar porque as negava, apenas lhe podia dizer…
- Não posso, para o ano é-me de todo impossível.
Quando na realidade bailava na minha cabeça a verdade do meu impedimento…
“Não posso, sonhei um dia lá ir com meu amor, meu amor que não é meu. Não posso, sonhámos um dia ir juntos, eu e meu amor, meu amor que perdi, que não soube estimar. Quero ir, mas não posso… Tenho medo de ir só…»
Um dia de emoções e recordações, um dia que me fez arregaçar as mangas e trabalhar afincadamente para ajudar aqueles que nada têm.
Um dia que me fez dar um paço de gigante em prol de vozes como as destes senhores, um paço que apesar de gigante me irá manter na retaguarda, pois não quero nem posso interferir no mundo daquele que amo.
Um dia de emoções e recordações que me fará visitar lugares distantes através de outros que não eu.
-Um dia… Pode ser que um dia vá!
“Um dia… Quando o deixar de o amar irei!”