Quem fui, quem sou, quem serei...

Esmeralda
De cor verde-esmeralda são os olhos de quem chora, de quem ri, de quem sonha. De quem espera pelo inesperado. De quem sabe que não há impossíveis, mas que acredita na impossibilidade do possível. Na cor verde-esmeralda, habita um presente cinzento e um futuro cintilante. Filha do vento e da brisa, inconstante. Filha da brisa e do vento…
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segunda-feira, 29 de Junho de 2009

A última sms que enviei...

Há um velho ditado que diz:
“Enquanto há vida há esperança”.
No meu caso era mais assim:
Enquanto a mana estudar em Coimbra, tenho esperança de o ver.
Pois bem, terminou o estudo, e eu piso pela última vez o chão desta cidade. Enterro aqui em frente desta casa e desta rua onde já fui feliz toda a esperança de um dia rever o homem que me apresentou ao amor, o homem que ainda amo.

sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Uma noite mal dormida…
Uma ansiedade já há muito prometida…
Uma manhã que não chegava…
…chegou por fim.
Imprevistos, atrasos, e os ponteiros no alto da torre sineira no seu toc-toc compassado marcado os minutos e aumentado o nervoso e a ansiedade.
Por fim o momento tão aguardado…
…a chegada de três vozes, três vozes bem maiúsculas e redondinhas, três vozes que me encantaram, três vozes cantantes de emotivas histórias e sentidas aventuras.
Já ouvira antes os relatos relatados, já sentira antes os relatos contados, já os sabia, estava a revive-los demonstrando que tudo me era novo sem o ser.
Ao ouvir sorria, e em segredo chorava pensando…
“Senhores de outras paragens, meu amor já me contou o que me contam agora…”
“Senhores de actos nobres, enquanto os viviam meu amor mos contava…”
Um olhar penetrante fixara meus olhos verdes, eis que sou descoberta!
Terão lido meus pensamentos secretos e sentido minhas invisíveis lágrimas?
- Sim sei.
Ao som desta minha resposta tudo em volta tremeu enquanto mais um passado pensamento me envolveu.
“Sim sei. Veio sozinho o meu amor, veio numa louca aventura por desertos e povos distantes, à revelia veio sozinho o meu amor. Sim sei, veio ter comigo, e eu estraguei tudo.”
E o dia foi correndo ao som de melodiosas palavras descrevendo actos de homens bons, homens como poucos há…
E o dia foi correndo, levando-me para longe, negando propostas sem poder explicar porque as negava, apenas lhe podia dizer…
- Não posso, para o ano é-me de todo impossível.
Quando na realidade bailava na minha cabeça a verdade do meu impedimento…
“Não posso, sonhei um dia lá ir com meu amor, meu amor que não é meu. Não posso, sonhámos um dia ir juntos, eu e meu amor, meu amor que perdi, que não soube estimar. Quero ir, mas não posso… Tenho medo de ir só…»
Um dia de emoções e recordações, um dia que me fez arregaçar as mangas e trabalhar afincadamente para ajudar aqueles que nada têm.
Um dia que me fez dar um paço de gigante em prol de vozes como as destes senhores, um paço que apesar de gigante me irá manter na retaguarda, pois não quero nem posso interferir no mundo daquele que amo.
Um dia de emoções e recordações que me fará visitar lugares distantes através de outros que não eu.
-Um dia… Pode ser que um dia vá!
“Um dia… Quando o deixar de o amar irei!”

terça-feira, 2 de Junho de 2009

O caminho da liberdade chegou por fim.
A raiva, a dor e o rancor, aliaram-se ao meu inteiro ser nesta luta desmedida por esquecer…
…esquecer quem um dia amei mais do que a mim me amo.
O desprezo que me deram, a insignificância com que me trataram, faziam-me lutar por um lugar, mesmo pequenino que fosse, no coração de quem (achava eu) me merecia.
Mas não me merecia!
Mas não me merece!
Nem nunca me merecerá!
Descobri que sou linda…
…linda no olhar cor verde esmeralda…
…linda quando toco e acarinho aqueles que se encontram mais tristes que eu…
…linda quando sorrio e ilumino olhares cabisbaixos…
…linda quando luto por causas perdidas sem nunca me vergar à dor…
…linda quando ganho batalhas impossíveis de vencer…
…lindo quando choro por fora e sorrio por dentro…
…linda quando choro de corpo e alma…
…linda quando combato desmedidamente os piores defeitos que albergo em mim…
…linda até, quando me esqueço de mim.
O caminho da liberdade chegou por fim…
…por ele caminharei devagar sem me apressar, não vá o destino, o cruel destino passar a perna a estas minhas passadas guerreiras.
Por ele andarei feito andarilho, farei deste meu caminho esburacado e irregular, uma estrada plana e direita, direita rumo à liberdade de não mais o amar.
Amar-me-ei a mim e a todas as minhas lutas, glórias e conquistas, tal qual como me amava e as amava antes de o conhecer, antes de o ouvir dizer “princesa, a tua vida vai mudar: antes de mim, depois de mim…”
Mudou sim, durante um pequeno grande espaço de tempo, agora, sim agora, caminhando rumo à liberdade de não mais o amar, volto a ser o que era…
…linda, guerreira, e com um único principio…
O caminho da liberdade chegou por fim…
…caminharei por ele a direito sem medo de numa ou outra encruzilhada o encontrar, pois o amor que por ele sentia não tarda terminará.

sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Como é possível?
Sim, como é possível ainda me sentir assim…
Como é possível ao fim de tantos dias, tantos meses sem o ver, sem lhe falar, sem nada dele saber, ainda o amar, ainda sonhar de corpo inteiro com aquele que é sem dúvida a minha cara-metade.
Como é possível?
Terei parado de lutar cedo de mais, terei feito algo de errado?
Ele gostou, ele gostava de mim…
…eu sei.
Ele amava-me, ele adorava-me…
…eu sentia, eu sinto.
Como é possível?
Sou uma mulher apaixonada, ainda, sou uma mulher que ama, ainda, mas sou também uma mulher que sente ódio e raiva, não por quem ama, mas por saber agora, sim agora, que nada mais há a fazer, que o tempo não volta e que nunca mais o irá ver.
Sou também uma mulher que embora muito, ainda, apaixonada, apesar do tempo que passou e que passa sem que o possa parar, olha o mundo, o seu mundo com um outro olhar.
Será que se não me tivesse deixado, será que se estivesse com ele agora, tinha tido força e coragem para mudar completamente a minha vida e a vida daqueles que comigo estão?
Será que, se tivesse mudado o meu rumo, fazendo-me caminhar na sua direcção, teria tido força e coragem para abandonar o castelo do terror em que vivi durante 30 anos?
Será que se ainda fossemos “um”, conseguiria tirar o meu pilar daquela vida miserável onde se encontrava?
Será???
Não…
Saí do castelo dos horrores, mudei-me para uma vida nova, eu e o meu pilar estamos a recomeçar, não tenho a idade que tenho, sou agora um bebé que tenta refazer toda uma vida recomeçando do zero.
Mesmo que para isso, para proporcionar a uma grande Mulher uma nova vida, tenha que abdicar dos meus sonhos, tenha que abdicar de uma grande parte de mim, tenha que abdicar de muita coisa…
Abdico, mas sem gritos, sem berros, sem agressões, sem pesadelos nocturnos e diurnos, sem medo, abdico da vida a favor de uma noite inteira de sono.
No meio desde abismo todo em que me via metida, ainda me espanto como consegui lutar por ele como lutei, talvez por viver neste abismo não lhe tenha dado tudo o que queria, não tenha tido poderes suficientes para caminhar para ele sempre que queria, sempre que queríamos, talvez…
Perdi-o…
Perdi-o para sempre!
É agora feliz, agora tem alguém a seu lado que o ama e que por ele lutou…
E eu?
Eu ainda o amo, a raiva que sinto, o ódio que me atormenta é precisamente por amar desmedidamente mesmo sabendo que eu estou aqui lutando para me reerguer de uma vida inteira de falhanços e medos, e ele está lá amando e a ser amado.
E o tempo vai passando e a minha ferida não sara, mesmo apoiando-se em dor e ódio, em raiva e rancor, a minha ferida não seca.
E eu?
Nunca mais o irei ver…

segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Hoje, com estas palavras, faço de ti o homem mais feliz…
Hoje, com estas palavras, ofereço-te em bandeja dourada, aquilo que há tanto querias…
Hoje, ofereço-te não palavras de AMOR, mas palavras de …
A metamorfose que tanto desejavas aconteceu por fim.
O AMOR que sentia deu por fim lugar a um sentimento muito pouco nobre, muito pouco belo, muito vazio de tudo e muito cheio de nada.
Sabes o que finalmente sinto por ti?
Raiva, ódio, rancor!
Conseguiste!
Hoje, fiz de ti o homem mais feliz…

terça-feira, 28 de Abril de 2009

Mudei-me de uma casinha para uma torre.
Torre fortificada por dentro e por fora…
Habitante de defesas e ataques defensivos.
Habitante de um mundo impossível de alcançar, habitante de uma torre impossível de derrubar, habitante de muralhas impossíveis de penetrar.
Mudei-me…
…deixei para trás sentimentos, pessoas, tesouros de um único amor.
Vivo agora apenas para viver.
Nada mais me irá abater.
Nada mais me irá entristecer, pois vivo apenas para viver.
Esqueço para me fazer esquecer…
…sou esquecida para me fazerem esquecer.
Do alto da minha torre, penso muitas vezes em lançar muralhas abaixo a minha trança de Rapunzel, tentando em escassos minutos fazer-me relembrar.
Mas não!!!
Não tenho trança, nem sou a Rapunzel…
Não tenho príncipe, nem sou a Rapunzel…
Não tenho quem se lembre de mim, porque não sou a Rapunzel!
De Rapunzel tenho somente a torre, aquela que me protege, aquela onde me protejo de sentimentos, de pessoas, do passado ainda que presente, e de um amor que ainda sinto.
Lá bem do alto, avisto campos verdejantes, avisto passáros de todas as cores que me visitam pela manhã, avisto gente que vem e que vai; avisto um mundo que num frenesim vive, respira, sente…
E eu sinto?
Sinto!
Sinto o que não quero sentir…
Sinto o que não devo nem posso sentir…
Sinto sentires que me sufocam…
Sinto as decisões que me pesam em vez de me tornarem leve feito passáros que pela manhã me convidam a voar céu fora…
E eu sinto?
Sinto!
Não quero sentir, quero apenas ficar segura, esconder-me na minha torre…
Não quero sentir, sentir doí, não quero mais dor…
…quero apenas viver para viver, sem sequer saber que ainda te AMO, que ainda te ADORO como da primeira vez num tempo que não nos pertencia o dissemos um ao outro num momento de atrofio.
E eu sinto?
Não quero mais sentir!
Do alto da minha torre, quero apenas saber que não vejo a casa onde deixei para trás sentimentos, pessoas, tesouros de um único amor.
Do alto da minha torre de Rapunzel, quero apenas viver para viver.

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Há um mês atrás, sepultei coisas, cheiros, pessoas, sentimentos...
Hoje nem laços, nem sangue, nem sentires, nem afinidades muito menos parentescos farão com que das sepulturas se levante.
Há minutos atrás decidi, que nem chuvas nem trovões, que nem males ou bens, farão com que aquele que enterrei, aquele que do meu sangue parte dele é, se erguerá da sepultura onde o guardei mesmo antes da sua morte.
Aí ficou apenas por mérito próprio, e apenas por mérito próprio aí ficará...