Quem fui, quem sou, quem serei...

De cor verde-esmeralda são os olhos de quem chora, de quem ri, de quem sonha. De quem espera pelo inesperado. De quem sabe que não há impossíveis, mas que acredita na impossibilidade do possível. Na cor verde-esmeralda, habita um presente cinzento e um futuro cintilante. Filha do vento e da brisa, inconstante. Filha da brisa e do vento…

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Hoje, durante o meu percurso diário, olhei pela janela do carro. Lá fora ao vento estava mais uma das “meninas” que fazem da estrada seu local de trabalho.
Esta é nova, pensei eu. Mas esta para além de ser nova, recebia a sua recompensa por mais um serviço. O serviço do seu corpo, no seu corpo.
Arrepiei-me…
Uma trovoada de arrepios e lágrimas tomou conta de mim.
Esta, esta que vi há momentos, era nova em idade e em local, nunca antes a vira por ali, mas esta, esta que vira há momentos dá a cara. Precisa?…
E as outras?
Outras como eu, e como muitos olhares que me lêem.
Mulheres que viveram ou vivem de pequenos momentos que um determinado homem lhes pode dar, mulheres que amam e que ouvem do seu amor palavras como “quero estar contigo, mas só tenho isto (sexo) para te dar”, mulheres que sonham em ser um dia a tal do homem que amam, e que, com momentos de comunhão corporal alimentam seus sonhos com desejos enganosos.
Mulheres que tiveram oportunidade de ser feliz junto do seu amor, mas que, por ironia do destino, só eram queridas quando rotuladas de amante.
Mulheres que apenas servem quando existe uma “oficial”.
Mulheres que juntamente com algumas outras satisfazem à vez os caprichos carnais de quem amam.
Mulheres que dão o corpo e até mesmo a alma a troco de uns míseros momentos apenas para serem momentaneamente feliz com quem amam.
Mulheres que durante a união suada são estimadas, valorizadas e logo depois, guardadas num muito grande álbum de troféus.
Mulheres como eu, e como tantas…

Qual é então a diferença entre a “menina” mulher que vi e a mulher que se dá, que se envolve em nome do AMOR?

Tomei então noção que sou MULHER, mulher que tem o direito a ser AMADA e ESTIMADA.

E durante os breves minutos do meu percurso diário tudo isto me passou pela cabeça em forma de relâmpago enquanto a trovoada de arrepios e lágrimas tomava conta de mim.

SOU MULHER!!!

6 comentários:

Multiolhares disse...

Para mim um dos texto com mais força e emoções
que transmitiste.
Estou de acordo com umas coisas outras não
penso que a diferença que há entre a prostituição
é quando uma mulher faz sexo sem o querer fazer
e o faz por amor. Quantas vezes minha querida uma mulher
casada que nunca teve outro homem se sente prostituída.
É o amor que faz a diferença, mas tens razão quando falas que as mulheres são mais românticas mais sonhadoras e acabam sofrendo por algo que nunca irá acontecer.
Temos de aprender que o amor só resulta quando a dois, se o não for é preferível sair,
do que ser enganada sequestrada á sua própria vida

beijinhos ternos

Edu disse...

Auto estima. Essa será talvez a grande diferença-
bjinho

João Reis disse...

Gostei do texto. Já o li umas 3 vezes e concordo plenamente com a Multiolhares quando diz " Temos de aprender que o amor só resulta quando a dois ".
A diferença está exctamente nos dois comentários anteriores...

bjinho

mdsol disse...

Há certas vidas ditas fáceis, muito difíceis!
:))

marias disse...

Olá Esmeralda!
Não compares a história de qualquer mulher que se dá por amor com a de uma prostituta, porque ela ama, acretida no homem, que quiçá também a diz amar, e espera que esse amor tão forte e tão desinteressado que sente pelo seu amado seja um dia recompensado, que o seu sonho se torne realidade!...
A mulher que viste dá amor fingido, e apenas o dá a troco de dinheiro fazendo disso o seu ganha pão diário.
Para mim acho que há uma diferença abismal...
«Tomei então noçao que sou MULHER... que tenho o direito ser AMADA e ESTIMADA». E tens, se tens!... Todas temos!
Pena é que às vezes andemos por aí às "turras" umas com as outras por causa de homens que não valem nada!...
Pena é que haja homens que o são com um h muito pequenino e não vejam o enorme coração de quem os ama e as fira consecutivamente tratando-as como tratam essas prostitutas que viste.
São estes homens que não merecem o amor de ninguém e que é necessário esquecer...e quem sabe dar-lhes uma lição, de "vida"...Olha que bem o merecem!...
Ainda acredito que haja por aí muitos homens verdadeiros e que não precisem de usar ninguém!...

Tudo de bom para ti.

Bjs

pin gente disse...

pode escolher-se o amor?


um beijo