Quem fui, quem sou, quem serei...

De cor verde-esmeralda são os olhos de quem chora, de quem ri, de quem sonha. De quem espera pelo inesperado. De quem sabe que não há impossíveis, mas que acredita na impossibilidade do possível. Na cor verde-esmeralda, habita um presente cinzento e um futuro cintilante. Filha do vento e da brisa, inconstante. Filha da brisa e do vento…

terça-feira, 17 de junho de 2008

Quebra o teu silêncio e faz-me cair, só assim poderei de novo existir!

Fecha os olhos, revê-me, revive-me, lê-me.
Entra na máquina do tempo, ousa entregar-te novamente, ousa cativar-me um pouco mais, ousa conhecer a verdadeira “eu”, aquela que um dia conheceste e transformaste.
As palavras que trocamos, em tudo não enganam, em tudo nos transportam para espaços já comungados, momentos já terminados. Mas as palavras que trocamos, o céu tocam num único e pequeno sopro, deixando-nos nas nuvens, as tuas frágeis e pequenas, voltas logo, as minhas grandes e fofas, acomodando-me e deixando-me lá ficar.
Não te enganes nos pensamentos, sou eu, não me confundas com quem o teu eu quer confundir. Não te enganes mais uma vez, nem me enganes quando altura de enganar surgir. Não me enganes…
Fecha os olhos, olha-me, olha os meus olhos, toca os meus lábios, e sorri, não sorrias apenas…
…sorri com os olhos, como tantas vezes os vi sorrir.
Deixa-me dizer-te o quanto apaixonada estou por esses olhos.
Deixa-me olhar-te e vir embora. Deixa-me falar sem te tocar, apenas falar e olhar, olhar para o engano que fui que fomos.
Tanto te tenho para dizer, tanto tens para me dizer.
E sim, depois de ouvir, depois de falar, depois de ouvir, poderei voltar, viver, partilhar…
Não irei ouvir, não irei falar, não irei ouvir, não voltarei muito menos partilharei. Estou presa, estou presa ao teu silêncio, que me corta em pedaços de algodão doce, que de tão doce amargou.
Chama a ti a criança escondida, aquela que eu conheço, e com toda a sua guloseima
fá-la comer a minha nuvem, deixa-me cair, mas fá-lo de uma vez por todas, deixa-me ir…
Deixa-me pairar, voar, encontrar outra nuvem doce e amarga em tudo como a minha, mas deixa-me ir.
Quebra o teu silêncio e faz-me cair, só assim poderei de novo existir!

5 comentários:

Lisandra disse...

Os abraços andam a ser tema de muitas conversas por aqui…
…descobri-te!
Nem precisas de confirmar.
Concordo contigo em tudo, esse teu último abraço deveria, talvez não sei, ter sido evitado e trocado por meia dúzia de palavras.
Não chores mais, deixa a lágrima teimosa rolar uma última vez, e depois diz-lhe adeus.
Se estes olhos são os teus, são lindos demais para ficarem vermelhos.

Beijinhos

Esmeralda disse...

Olá Lis.

A lágrima não rola mais, a garanto-te que abraços daqueles jamais os darei de novo.

Sim, descobriste-me.

beijinhos

Edu disse...

deixa me sair ... pois não é facil , nunca é.
bijinho

Esmeralda disse...

Complicado Edu, eu quero sair, também não me querem lá, mas ao mesmo tempo não me deixam ir...

Edu disse...

Pois por vezes não se quer que o sol nasça mas...se ele não surgir no horizonte todos os dias ficamos tristes e com saudades...
Que fazer? talvez mudar de horizonte e brilhar onde querem o nosso calor
bju