Quem fui, quem sou, quem serei...

De cor verde-esmeralda são os olhos de quem chora, de quem ri, de quem sonha. De quem espera pelo inesperado. De quem sabe que não há impossíveis, mas que acredita na impossibilidade do possível. Na cor verde-esmeralda, habita um presente cinzento e um futuro cintilante. Filha do vento e da brisa, inconstante. Filha da brisa e do vento…

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Tenho uma fenda aberta…
Uma fenda que não sara, não cicatriza.
Já passou tanto tempo, ou tão pouco, nem sei bem.
Tenho uma fenda aberta…
Não é uma fenda de dor é uma fenda de ausência.
Ausência…
E esta fenda que dói, sem ser doer de dor mas sim de ausência, permanece viva, em mim, aberta em meu ser, visível a quem me vê.
Tenho uma fenda aberta, que não sara, não cicatriza, uma fenda de ausência…

15 comentários:

Espelho disse...

É uma dor que arde sem se ver, uma cicatriz que se prolonga no tempo...

Mas há algo no fim do horizonte que nos faz brilhar o olhar.

Beijo com saudades

Angel disse...

O tempo cura tudo..deixo um abraço de conforto..talvez possa ajudar=)

Esmeralda disse...

Angel:
O tempo não é meu amigo...
Já devia ter curado!!!

Obrigada pelo abraço.

beijocas

Esmeralda disse...

Espelho:

O meu horizonte, deve estar bem mais longe que o horizonte que banha o teu olhar.
Muito mais longe!!
O meu olhar não brilha...

beijocas

Espelho disse...

Pode não brilhar no momento, mas bastará um segundo para o teu olhar voltar a sorrir.

Beijo

Esmeralda disse...

Espelho:
Esse segundo de que falas nunca irá acontecer.
Nunca devemos dizer nunca...
Então, esse segundo de que falas dificilmente econtecerá, pois aquilo que sinto, é bem maior do que eu, é bem maior que o mundo, é um sentimento que dura e perdura em todos os momentos do meu dia e da minha noite. É algo como nunca imaginei que pudesse sentir, que pudesse viver.
É um amor impossivel!!
É um amor difícil de perceber para quem me ouve, para quem me lê, para quem me conhece, para quem não me conhece e até para quem amo.
É um amor impossivel!!
beijocas

Sol da meia noite disse...

Essa fenda, é parte de nós.
É ausência que nada pode preencher.

Beijinho *

Espelho disse...

Sei muito bem o que é isso, a mim mataram-me os sonhos e a esperança.

E sim há sonhos impossíveis...

Beijo

Esmeralda disse...

Espelho:
Mataram-te os sonhos e as esperanças?
Como foi que os mataram?
Não tens como os ressuscitar?
E sim, há sonhos impossíveis!!!

Fragmentos Repartidos disse...

Bonito texto este que aqui encontro.

A dor da ausência consegue doer tanto ou mais que a dor que dói, a dor física. É dificil sarar as feridas da ausência porque as suas cicratizes são frágeis e prolongadas.

Um abraço.

Chinha disse...

A ausêcia deixa sempre marcas profundas. Há momentos na vida que não dá para apagar...

bjinho

ลndreia disse...

E são essas as que mais magoam... *

marias disse...

E quando dói assim, mesmo que sigamos a nossa vida e tentemos ultrapassar a ausência, há momentos em que não se consegue calar a dor!...Ela enraíza em nós e não nos deixa mais...


Bjs

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

O AMOR
Amo o amor que se reparte
em beijos, leito e pão.
Amor que pode ser eterno
mas pode ser fugaz.
Amor que se quer liberar
para seguir amando.
Amor divinizado que vem vindo
Amor divinizado que se vai.

Pablo Neruda

Passei para desejar-lhe um final de semana cheio de amor e felicidade.
Abraços

Anaconda disse...

Tenta aproveitar retirar algo de positivo da experiência, quem sabe se os momentos de dor não servirão para enriquecer os momentos de alegria que necessariamente se lhe seguirão!
bjo