Quem fui, quem sou, quem serei...

De cor verde-esmeralda são os olhos de quem chora, de quem ri, de quem sonha. De quem espera pelo inesperado. De quem sabe que não há impossíveis, mas que acredita na impossibilidade do possível. Na cor verde-esmeralda, habita um presente cinzento e um futuro cintilante. Filha do vento e da brisa, inconstante. Filha da brisa e do vento…

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Uma noite mal dormida…
Uma ansiedade já há muito prometida…
Uma manhã que não chegava…
…chegou por fim.
Imprevistos, atrasos, e os ponteiros no alto da torre sineira no seu toc-toc compassado marcado os minutos e aumentado o nervoso e a ansiedade.
Por fim o momento tão aguardado…
…a chegada de três vozes, três vozes bem maiúsculas e redondinhas, três vozes que me encantaram, três vozes cantantes de emotivas histórias e sentidas aventuras.
Já ouvira antes os relatos relatados, já sentira antes os relatos contados, já os sabia, estava a revive-los demonstrando que tudo me era novo sem o ser.
Ao ouvir sorria, e em segredo chorava pensando…
“Senhores de outras paragens, meu amor já me contou o que me contam agora…”
“Senhores de actos nobres, enquanto os viviam meu amor mos contava…”
Um olhar penetrante fixara meus olhos verdes, eis que sou descoberta!
Terão lido meus pensamentos secretos e sentido minhas invisíveis lágrimas?
- Sim sei.
Ao som desta minha resposta tudo em volta tremeu enquanto mais um passado pensamento me envolveu.
“Sim sei. Veio sozinho o meu amor, veio numa louca aventura por desertos e povos distantes, à revelia veio sozinho o meu amor. Sim sei, veio ter comigo, e eu estraguei tudo.”
E o dia foi correndo ao som de melodiosas palavras descrevendo actos de homens bons, homens como poucos há…
E o dia foi correndo, levando-me para longe, negando propostas sem poder explicar porque as negava, apenas lhe podia dizer…
- Não posso, para o ano é-me de todo impossível.
Quando na realidade bailava na minha cabeça a verdade do meu impedimento…
“Não posso, sonhei um dia lá ir com meu amor, meu amor que não é meu. Não posso, sonhámos um dia ir juntos, eu e meu amor, meu amor que perdi, que não soube estimar. Quero ir, mas não posso… Tenho medo de ir só…»
Um dia de emoções e recordações, um dia que me fez arregaçar as mangas e trabalhar afincadamente para ajudar aqueles que nada têm.
Um dia que me fez dar um paço de gigante em prol de vozes como as destes senhores, um paço que apesar de gigante me irá manter na retaguarda, pois não quero nem posso interferir no mundo daquele que amo.
Um dia de emoções e recordações que me fará visitar lugares distantes através de outros que não eu.
-Um dia… Pode ser que um dia vá!
“Um dia… Quando o deixar de o amar irei!”

6 comentários:

Secreta disse...

E o meu desejo ... é que o amor nunca acabe em ti :)
Beijito.

Vento disse...

Momentos de indecisões levam-nos a um caminho sem retorno...

Beijo

Encosta-te a mim disse...

Nossa dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.

beijito, obrigada pela visita, volte sempre!

Esmeralda disse...

Olá secreta, obrigada por mais uma visitinha tua.
o amor que existe em mim, não acaba, e infelizmente, o amor que sinto por este homem também não.

beijocas

Esmeralda disse...

Olá Vento. Falas de ti, ou de mim?

beijocas

Esmeralda disse...

Encosta-te a mim, és dona de um blog fantástico...
Obrigada por me visitares.

Infelizmente, neste plano sentimental nunca tive medo de arriscar. Arrisquei, deixei-me envolver para nada ter.

beijocas